Cultura de UX na indústria de software — Parte 4

Patricia Prado
Patricia Prado

Introdução

Olá, pessoal!!! Hoje vamos compartilhar um pouco da experiência que temos sobre maturidade em UX na Indústria de software. Nessa fase, a indústria já tem uma equipe formada. Os UXs estão bem alinhados com os objetivos da empresa que entendem as questões de negócios, conhecem bem o portifólio e tem entrosamento técnico com a engenharia. Sendo assim, fica menos trabalhoso começar a criar estratégias.

Agora, se você está chegando aqui e ainda não leu o restante da série, aconselho a dar uma olhada nos conteúdos anteriores para conseguir analisar bem em que estágio sua empresa está e se o caminho está na direção certa da inserção do UX. (Parte 1Parte 2Parte 3)

Espero que o conteúdo ajude a analisar o estágio da sua empresa e você consiga projetar o futuro de atuação do seu negócio.

Boa leitura!!!

Estágio 4: Realização

As empresas que estão no estágio 4 são as que mostram excelência e maturidade de UX. Elas focam em melhorias na experiência do usuário em seus produtos. As metas de UX são claras e os stakeholders estão cientes da participação do usuário no processo.

Isso significa que características como facilidade de uso, economia de custo e tempo (como resultado do design) e satisfação do usuário/consumidor são utilizadas como uma proposição de venda e um diferencial.

Nessa fase as empresas já têm profissionais de UX trabalhando diretamente no desenvolvimento do produto. Os princípios de design e guidelines bem consistentes e disseminados na equipe. A realização se dá quando o UX consegue trazer dados para tomadas de decisão de produto.

O próximo passo, acima da excelência de experiência do usuário, é quando a empresa sabe que a experiência do produto é somente uma parte de uma experiência ainda maior entregue aos consumidores. As organizações precisam começar a planejar experiências completas de consumidores, que não apenas incluem, mas vão além do UX de produto.

Estágio 5: Excepcional

Quando uma empresa é excepcional em sua implementação estratégica dos princípios do UX design, a experiência do usuário está inserida em todos os aspectos da experiência. Desde o momento em que os clientes conhecem a empresa, durante a compra e o acompanhamento da utilização das funcionalidades do produto. Essas organizações realizaram totalmente suas metas de maturidade de UX e o mindset da experiência permeia todos os seus aspectos. O mesmo pensamento que envolveu o design de produto está presente em todos os pontos de contato com os clientes e são implementados por diversos especialistas e cargos dentro da empresa, não apenas o profissional de design.

Reunião da tribo do cartão de crédito do Nubank. (by Leticia Ratkiewicz)

Case de mercado

É um clichê, mas todos sabemos que o Nubank Design é um caso de que o UX está na veia de todos que trabalham no produto. Tanto que eles tem um VP de Design, o Felipe Pettinati, que incentiva os questionamentos em tudo que é desenvolvido.

Como criar um produto que surpreenda, encante e ajude o usuário a fazer o que precisa ser feito? Como entender as necessidades das pessoas? Como desenvolver ferramentas que enderecem essas questões de forma simples e intuitiva?

Toda a equipe busca responder essas questões, mas isso não fica no “eu acho” é muita pesquisa e ida a campo. Segundo o Pettinati tudo é um processo de iteração de idas e vindas até alcançar uma denominador comum. Nada é feito sem a identificação das necessidades reais dos usuários.

Tudo isso que o Pettinati traz é uma linha condutora dentro de toda a empresa, tendo elementos operacionais, táticos e estratégicos. Nesse quesito que o VP trabalha, nas estratégias de UX dentro do Nubank.

Falando em estratégico, o UX Matters traz um gráfico que explora os níveis estratégicos da maturidade de UX, nele é possível analisar o que está dentro dos níveis operacionais, táticos e estratégicos.

Níveis estratrégicos da maturidade de UX (UX Matters)

O operacional possui uma equipe, lideranças, o início de um desenho de escala do UX dentro do produto. O tático, existem várias equipes que já estão integradas com princípios e guidelines de design bem definidos. No estratégico a visão está em trazer novos conhecimentos e transformá-los em artefatos tangíveis. Além, é claro, de ser um argumento de vendas. Considera-se que o Nubank está bem estruturado com um VP que traz à tona questões importantes de UX para a camada C-level das empresas. Por isso, esse é um ponto extremamente relevante para identificar se a empresa está investindo efetivamente em UX.

Conclusão

Esses 5 estágios de maturidade podem não estar totalmente de acordo com uma empresa em particular. No mundo real, as organizações podem ter um mix de características de diferentes estágios. Eles servem para que as empresas consigam vislumbrar pontos de melhorias e ajustar sua trajetória e aspirações de negócios que sejam dependentes de práticas bem-sucedidas de experiência do usuário.

Organizações aprendem na prática. E para isso profissionais especializados precisam ser contratados ou consultados. Estudar, frequentar palestras, receber treinamento são certamente ações de auxílio, mas não são suficientes.

O quão bem-sucedido o UX é em uma empresa refletirá em seus pontos de sucesso, como ROI, satisfação do cliente, vendas, taxas de conversão, número de ligações de suporte, custos de manutenção e muitos mais.

Como está na sua empresa? Se precisar de ajuda, estamos na área 😉

Obrigada!
#vamoquevamo

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