Como fazer análise da arquitetura de informação em produtos digitais?

Patricia Prado
Patricia Prado

Você já ouviu a frase, quem quer mostrar tudo acaba não mostrando nada? Quem fala muito acaba não dizendo nada relevante? Quem quer vender tudo, mostrar tudo que a empresa faz ao mesmo tempo, acaba espalhando a informação e perdendo tempo e esforço em áreas que não trazem retorno satisfatório. Na Arquitetura de Informação (AI) isso também se aplica.

Sistemas legados antes de serem reformulados pela equipe do Ideativo 😉

Se você tem um produto com muitas funcionalidades que são apresentadas de uma vez só, o usuário tem uma carga cognitiva muita alta e a probabilidade de ele se perder no meio de tanta informação é grande. Então, por isso a arquitetura de informação é uma alternativa de estudar como apresentar a funcionalidade e conduzir o usuário de maneira eficiente.

Nesse contexto, aquela questão de criar a funcionalidade que usuário não usa e, se usa, tem de ligar para o suporte pedindo ajuda ou utilizar um manual extenso. Isso tudo onera a equipe de desenvolvimento ou suporte, além de impactar na experiência do usuário.

Ou seja… custos, custos, custos em cima de custos…

Às vezes as empresas preferem ir direto para o desenvolvimento, aparentemente esse processo pode ser mais rápido, no entanto traz mais custos do que lucros ou benefícios para os envolvidos. Por essas questões, resolvemos criar 5 tópicos para iniciar uma avaliação crítica da AI em produtos digitais.

5 tópicos para iniciar a avaliação de AI

  • Funcionalidades similares: avalie se existe alguma outra funcionalidade que resolve o mesmo problema, se existe você precisa trabalhar na condução do usuário. Entender como o problema se inicia, ajuda a traçar os gatinhos de condução do usuário. Essa ação já elimina o processo de desenvolver uma funcionalidade que já existe.
  • Distribuição de conteúdo: organize o conteúdo, construa uma hierarquia para que a condução do usuário fique mais fluída. Passe o olho pela interface e avalie, tem muita informação? O usuário precisa disso tudo ao mesmo tempo? Qual do objetivo dessa interface? Quais as possibilidades de navegação estamos apresentando ao mesmo tempo
  • Excesso de informações: analise a interface tem muita informação, cores, muitos contrastes, tabelas com diversas colunas? Se tiver, estude maneiras de reduzir a quantidade de carga cognitiva. Abaixo um exemplo de uma tabela que estava cheia de informação irrelevante, pode até estar bonita, mas não é visualmente funcional. Priorize o que é mais relevante para o usuário, se você não sabe, talvez lá no suporte você consiga dados que possam te orientar.
  • Planta baixa do sistema: outra parte muito importante é olhar a estrutura e distribuição dos componentes na interface, chamamos esse processo de wireframe. Ele auxilia na definição de padrões conceituais, isso também se reflete no desenvolvimento e na utilização. Tendo os padrões bem definidos todos os envolvidos já sabem o que esperar daquela estrutura.
  • Fluxos de navegação: esse ponto é outra questão básica na condução do usuário, nele projetamos o ir e vir do usuário. Se temos esse processo bem desenvolvido minimizamos o risco de duplicar funcionalidades, pois podemos mapear caminhos diferentes para chegar a um mesmo objetivo/tela. Os fluxos auxiliam na visualização total do sistema e possibilita aos desenvolvedores uma estimativa mais precisa de tempo para o desenvolvimento. Além, é claro, questionar e fazer as críticas antes de entrar no escopo do roadmap.

A primeira vista essas questões tem relação com o UX design, mas vamos concordar, além de melhorar a experiência do usuário você potencializa os recursos que tem no projeto. Ninguém perde tanto tempo e esforço em identificar, desenvolver, atualizar manuais e depois ainda ter que dedicar suporte para o atendimento dos usuário.

Dá uma olhada aê, como está o seu produto? Ele tem problemas de arquitetura? Veja bem, só porque vai mexer na estrutura não quer dizer que precisa mudar a linguagem de programação ou de framework, isso pode ser feito com o que já existe. Apenas organizar a casa!!!

Incluir a arquitetura de informação no processo inicial potencializa a melhor distribuição de recursos e ainda entrega usabilidade eficiente para os clientes e usuários. Ainda mais agora, em tempos de pandemia, todos vamos precisar muito de sistemas digitais. Pensar sobre o que estamos desenvolvemos pode trazer benefícios tanto de utilização quanto de custo de desenvolvimento.

E aí, bora inserir a AI antes do processo de desenvolvimento?

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