Tendências de UX design para 2017

Aqui no Ideativo o ano de 2016 foi de testar metodologias diferentes, misturar design sprint com Lean UX, Design thinking com Agile, uma experiência que nos trouxe muitos conhecimentos. No contexto da área de UX tivemos surpresas interessantes com o lançamento de novos produtos e serviços dentro de áreas conservadoras como de investimento, saúde e de governo. Além do jogo que arrasou o coração dos aficionados por games, o Pokemon Go.

Com uma visão do que experimentamos em 2016 e uma pesquisa com a “rapeize das gringas”, rolou uma conversa aqui na casa para ver quais as grandes tendências para a área de UX design em 2017.

Microinteractions

Em 2017 não será suficiente entregar uma interface com a arquitetura impecável ou uma navegação fluída, o diferencial estará nos pequenos detalhes. As microinterações são comportamentos independentes, acontecem em uma ação específica. Abusam de animações que trazem experiências únicas e prendem a atenção das pessoas.

Segundo Dan Saffer, as microinterações possuem 4 estágios: trigger, rules, feedback, loop and modes. Em breve vamos escrever mais sobre esses “pequenos grandes detalhes” da interação, mas enquanto isso você pode ir bebendo direto lá na fonte 😉

Feedback haptic

Sabe aquele “trimilique” que o controle do PS dá quando você está jogando? É um exemplo de feedback haptic, segundo Steve Cliffe do Ultrahaptics, haptic é a “ciência do toque”. São sinais sensíveis a interação que fornecem um estímulo mecânico ao usuário seja por força, vibração ou movimento. Esses sinais vem com uma proposta de sair da interface plana e levar experiências mais táteis. Alguns automóveis já estão sendo fabricados com esse tipo de feedback, veja só no vídeo abaixo.

Engana-se quem pensa que é uma tecnologia atual. Assim como o 3D e as teclas touch, o feedback haptic é uma tecnologia que existe faz bastante tempo, mas somente nos últimos anos vêm se tornando comercial e caindo no cotidiano das pessoas. Nesse ano vamos ouvir falar bastante a respeito.

Realidade Aumentada

A RA é um tipo de experiência imersiva que precisa entender, além dos gestos que as pessoa fazem ao utilizar um dispositivo, mas, segundo o UXdesign.cc, entender como funciona a linguagem corporal, personalidade, postura, cultura e idades desses usuários. A RA está sendo muito usada no entretenimento, vide o Pokemon Go, mas também em áreas conservadoras como a medicina. No vídeo abaixo, é apresentado o Project Ester que mostra como são os gestos e a interação das pessoas com a tecnologia.

Designing for growth

A medida que os produtos e serviços tornam-se autônomos, homogêneos e inteligentes (veja bem, inteligentes é bem diferente de automatizados, ok?) os designers têm novos caminhos para buscar dados e embasar decisões estratégicas, isso vale tanto para produto quanto para serviços e novos negócios. Growth é um termo que significa crescimento, mas no caso de UX tem a finalidade de adquirir novos usuários, ativá-los e garantir que eles continuem voltando.

O UXmag, traz um exemplo de como os designers poderão utilizar estrategicamente os dados do Growth. Abaixo o gráfico mostra taxas de conversão de um formulário de contato. Percebe-se que o formulário quanto mais objetivo maior é a taxa de conversão.

Portanto, esse conceito traz muito do marketing para o desenvolvimento do produto, pois busca aliar um design envolvente com estratégias de conteúdos e análises. Com isso, ter uma conversão eficiente.

User offboarding

Assim como receber bem os clientes é importante saber guiá-los para ter uma vida autônoma. Ter responsabilidade pelos seus dados e todas as informações que ele fornece, não é só educado, como também ético. Quantas vezes tivemos problemas para cancelar alguma conta no banco, cancelar a TV a cabo até mesmo cancelar um recurso que já não utilizamos mais em uma ferramenta? Exemplos são infinitos, e o Offboarding é responsável por isso, por deixar o cliente confortável em cancelar algum serviço, inativar algum recurso que não é mais utilizado.

Outras tendências que observados são os In-App Gestures, personalização de experiências, animações, motions, chatbots, reconhecimento de voz e internet das coisas. Além de questões gerenciais do design como otimização e automatização da construção de interfaces deixando o designer mais focado na experiência em si do que na construção de UIs.

Percebe-se que teremos bastante trabalho e grandes oportunidades durante o ano de 2017.
Então, vem com a gente!

#vamoquevamo

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Patricia Prado
patricia@ideativodesign.com.br

Mestranda em Interfaces e Interações Comunicacionais na UDESC, especialista em Design Experiencial pela UFSC e formada em Desenho Industrial pela FAAB. Trabalha com design há mais de 15 anos. Tem no currículo experiências pelas empresas RBS, DOT, Pixeon e Dígitro.

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